#53 O Palhaço (2011)

O PalhaçoO circo chegou e ele não é tão alegre assim.

A emoção dá o tom neste filme nostálgico que nos levar a pensar sobre uma arte quase esquecida para o público das grandes cidades, mas que alegra muitas plateias de um Brasil mais interiorano e simples.

Através do dia a dia desta família circense, acompanhamos o palhaço Pangaré (Selton Mello), filho e dupla do palhaço Puro Sangue (Paulo José), que não tem certeza sobre seguir o legado de seu pai. Sufocado na pele e na profissão que ele não escolheu, ele precisa descobrir sua verdadeira identidade para então seguir adiante.

De uma beleza e sensibilidade encantadora, o filme me cativou. A forma como o ator conduz a direção, dando espaço para imagens e economizando nos diálogos, reforçam o valor da reflexão sem deixar de criar uma empatia a cada frame com o público. A fotografia em sépia, envelhecida como a arte de fazer circo, é de uma beleza, uma poesia… assim como todo o elenco e cuidado na composição de seus personagens, seus figurinos e com uma primorosa direção de arte.

É um filme de olhares, estes que dizem mais que mil palavras, de um olhar sofrido e ainda assim apaixonante para todos que se permitirem descobrir esta obra.

Curiosidade. Este é o segundo longa-metragem que o ator Selton Mello, dirige.
Outra curiosidade. Já tive o prazer de interpretar um palhaço no teatro, talvez por isso tenha me identificado com esta obra de beleza sublime e de uma tristeza tão real.


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